Modelo de prisões APAC no Brasil

O Brasil é o quarto país em todo o mundo com maior número de prisioneiros em seus estabelecimentos prisionais. É com demasiada frequência que se assiste a rebeliões, violência e assassinatos dentro das prisões, muitas vezes geradas por tensões acumuladas ou pela falta de condições e sobrelotação dos espaços.

Nessas condições, os detentos não têm uma chance de escapar a uma vida de crime, de procurar a reabilitação e a uma vida nova, dentro da lei, pois vivem num ambiente fechado, pesado, e muitas vezes comandado por criminosos de carreira.

Existe no entanto um modelo de prisão, que começa agora a ser mais frequentemente implementado, que está mudando a realidade dos prisioneiros e oferecendo a oportunidade de reabilitação a quem realmente a procura.

O modelo de prisão APAC (Associação de Proteção e Assistência a Condenados) tem vindo a ganhar reconhecimento como sendo mais seguro, mais barato e mais humano, e com muitas histórias comprovadas de reabilitação conseguida com sucesso.

Todos os prisioneiros no modelo APAC terão tido que passar pelo sistema regular de prisão e aí demonstrar remorso por seus atos criminosos. Serão então sujeitos a um regime rigoroso de estudo e trabalho que faz parte da filosofia do método.

As prisões de modelo APAC não têm guardas nem trancas nas celas, e as visitas são guiadas por prisioneiros.

Os níveis de violência são quase inexistentes, pois os detentos não só se sentem produtivos com suas atividades mas percebem também que lhes foi dada uma chance única de ter uma vida melhor e escapar do inferno que é a vida do crime e da prisão.

Aqui as pessoas são conhecidas por seu nome e não por um número ou apelido que tenham recebido na sua vida de crime.

Aliás, os detentos nessas prisões são conhecidos como “recuperandos”.

Tudo isso contribui para uma maior humanização do sistema, incentivando a reabilitação para uma vida produtiva em liberdade.

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