O último sobrevivente de uma tribo Amazônica dizimada foi recentemente avistado

O único sobrevivente de uma tribo índia isolada da floresta Amazônica, foi recentemente filmado pela primeira vez.

Desde 1995 que este homem, que se pensa ter entre 50 e 60 anos de idade, vem sendo monitorado e auxiliado pela Funai (Fundação Nacional do Índio) para sua proteção.

O vídeo mostra o homem cortando uma árvore recorrendo ao uso de um machado.

Os antropologistas dizem que o homem vive sozinho na floresta, no estado de Rondônia, desde que os outros membros da tribo foram mortos nos anos noventa, provavelmente por rancheiros.

Ele se transformou num símbolo da resistência e perseverança de mais de 100 comunidades isoladas que se estima sobreviverem nas áreas mais remotas do Brasil, sob pressão constante de rancheiros, mineiros e madeireiros que vão penetrando cada vez mais fundo na floresta Amazônica.

A Funai tentou estabelecer contato com o índio algumas vezes, desde 1996, mas ele muito raramente deixa alguém se aproximar, tendo chegado mesmo a ferir um membro da Funai com uma flecha em 2005.

Desde então, o homem é monitorado de longe, e o membro da Funai deixa para ele utensílios e sementes para que possa utilizar. A Funai ajuda também a manter intrusos afastados do território.

O servidor da Funai, Altair Algayer, que tem trabalhado no monitoramento e segurança do homem, está maravilhado com a determinação dele em sobreviver sozinho na selva.

Após haver perdido tudo, seu povo, sua família, uma série de práticas culturais, ele é a prova viva de que é possível sobreviver sozinho na selva e que não é necessário se integrar na sociedade que lhe é estranha.

Há décadas que antropólogos e ativistas índios debatem se se deve contatar tais tribos para as vacinar contra doenças que as podem destruir rapidamente.

Desde o final dos anos oitenta que a política seguida pelo governo do Brasil tem sido a de contatar as tribos isoladas apenas em casos em que estas estejam em perigo iminente.

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