Senado pondera autorizar a plantação de cana de açúcar na Amazônia

Ambientalistas no Brasil alertaram o Senado para que este não aprove um projeto de lei que consideram poder ser a gota de água para a Floresta Amazônica.

O Senado está prestes a votar essa proposta de lei que prevê o final da proibição que data de 2011, de plantar cana de açúcar na Amazônia com o fim de produzir biocombustíveis e açúcar.

Em uma carta aberta, 90 organizações não governamentais, incluindo a Greenpeace e WWF, avisam para as implicações que esta decisão teria para a floresta, mas também para a reputação e credibilidade da indústria de biocombustíveis.

Vários antigos ministros do ambiente brasileiros já se juntaram a essas organizações como sinal de protesto, para que a alteração à lei não seja aprovada.

Apoiantes dessa proposta de alteração, defendem que essa irá beneficiar a economia e contribuir para o fornecimento nacional de biocombustíveis.

No entanto, os ambientalistas, cientistas, e mesmo os representantes da indústria de biocombustíveis, vieram dizer que não é necessário plantar mais cana de açúcar e que a expansão da indústria só vai acelerar a desflorestação da Amazônia.

Existem vários interesses em jogo mas esses parecem vir essencialmente da classe política.

Segundo especialistas, não existe qualquer justificação econômica para este projeto ir em frente, a produtividade de cana de açúcar ainda pode ser melhorada nos locais em que já existe, e a imagem internacional da indústria brasileira de biocombustíveis poderia ficar muito prejudicada, o que iria influenciar de forma negativa a exportação dos mesmos.

Se o cultivo da cana de açúcar for autorizado nessas áreas, isso vai também obrigar a expandir a área usada para gado, contribuindo ainda mais para a desflorestação.

Os signatários da carta alertam ainda para o estado, segundo eles risível, do setor do bioetanol no Brasil, e para a incapacidade do país de se manter fiel a acordos feitos há quase uma década.

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